A paróquia de Gaula, com orago de Nossa Sr.ª da Luz, foi criada, em 1509, nas terras de Lançarote Teixeira, neto de Tristão Vaz, 1º Capitão Donatário de Machico e de D. Branca Teixeira.
O seu nome advém do romance medieval de cavalaria “Amadis de Gaula”, este facto denota o fascínio que o género literário exercia nos nobres, donos das terras de então, enquadrando-se nas localidades cujas denominações foram influenciadas pela criação literária.
Lançarote Teixeira casa com Isabel Nunes, filha do abastado produtor e comerciante de açúcar Nuno Fernandes Cardoso e de sua mulher Leonor Dias, que instituiu o morgadio de S. João Latrão, em Gaula, cujo solar e capela (edificada em 1511), com alterações ao longo dos tempos, chegaram aos nossos dias.
Com a criação de muitas novas paróquias na Madeira, pelo franciscano bispo da diocese do Funchal, D. Frei David de Sousa, a paróquia de Gaula foi dividida em duas, Gaula e Achada de Gaula, em 1961, por a zona mais alta da freguesia distar muito da igreja paroquial.
A localidade pontuada de velhas amoreiras, para além do fruto desta árvore, era também conhecida por ser terra de adelos. Pessoas que vendiam tecidos de forma ambulante e que também vão estabelecer lojas têxteis nas freguesias e concelhos vizinhos.
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